Relatório australiano prevê cenário drástico em que a humanidade pode ser extinta em 2050

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Um novo documento publicado pela Breakthrough National Center for Climate Restoration, da Austrália, faz projeções alarmantes e chama atenção para os riscos que a humanidade corre nas próximas décadas. A organização, que é considerada uma “think tank”, ou seja, um “laboratório de ideias”, afirma que a humanidade corre sério risco de extinção ou de declínio a uma condição que praticamente impossibilitaria a vida humana nas próximas décadas caso algo não seja feito para frear os problemas ecológicos e climáticos que estamos provocando.

O relatório dos australianos não é claro em relação ao que exatamente poderia acontecer à civilização humana, mas afirma, em suas palavras, que “há um risco existencial para a civilização, podendo levar a grandes consequências negativas para a humanidade que talvez nunca possam ser desfeitas, seja aniquilando a vida inteligente ou permanentemente e drasticamente reduzindo o seu potencial”.

Junto com as previsões catastróficas, o relatório afirma que a situação em que os seres humanos se encontram em relação ao meio ambiente, poluição e mudanças climáticas não possui nenhum tipo de precedente em toda a história da Terra, além de termos, atualmente, mais de 8 bilhões de pessoas vivendo em nosso planeta. Com tudo isso em mente, os pesquisadores dizem que é urgente que “tomemos atitudes no sentido de evitar possibilidades catastróficas, em vez de focarmos em probabilidades”.

Relatório australiano prevê cenário drástico em que a humanidade pode ser extinta em 2050
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O documento conta também com uma projeção detalhada envolvendo um dos piores cenários possíveis para o declínio da humanidade até o ano de 2050.

Nele, os governantes do mundo inteiro falham em encontrar uma iniciativa mais promissora e eficiente que o Acordo de Paris para evitar o aquecimento global, fazendo com que os níveis de dióxido de carbono subam em uma quantidade nunca antes observada, fazendo com que o planeta seja aquecido em até 1,6ºC.

Até 2050, a previsão afirma que 55% da população mundial estaria sendo sujeitada a mais de 20 dias por ano de condições letais de calor. Secas, queimadas e ondas mortais de calor atingem a América do Norte, secas gigantescas ocorrem na Ásia e as florestas da América do Sul começam a perecer.

Os países da Oeste da África, com poucos recursos financeiros, não conseguem oferecer condições aos seus habitantes para fugir do calor por meio de ambientes artificiais, e a produção de comida no mundo inteiro também começa a ser afetada em grande escala. A partir deste ponto, a projeção prevê o início de guerras por comida e pandemias descontroladas de doenças causadas pelo calor e pela desnutrição.

Quer essas projeções realmente aconteçam ou não passem apenas de um exercício de imaginar o pior cenário possível, o relatório traz dados fidedignos e científicos que endossam a ideia de que nada por ele previsto é totalmente imaginário e/ou impossível de acontecer. Em se tratando da humanidade e do nosso planeta, dizem os próprios pesquisadores, não temos a oportunidade de “aprender com nossos erros”. É preciso tomar todas as medidas possíveis para que erros drásticos não sejam cometidos.

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