Quais são as piores maneiras de morrer, de acordo com a ciência?

É uma triste ironia saber que entramos no mundo de apenas uma forma, mas temos muitas portas para sairmos dele. A morte não é sempre agradável, mas algumas formas são certamente muito piores do que outras. Realmente, muito piores.

Compilamos cinco maneiras realmente horríveis, confusas, acidentais e um tanto rápidas de se cair no esquecimento, além da ciência angustiante por trás delas. Confira a seguir:

5 – Os crânios desaparecidos da Roma Antiga

© Wikimedia Commons

Morrer por fluxo piroclástico – ou por seu primo menos denso e rico em gás, o surto piroclástico – é uma maneira nada agradável de bater as botas.

Viajando em velocidades típicas de 80 quilômetros por hora, mas possivelmente muito mais rápido do que isso, sua mistura superaquecida de gases, bolhas de lava e detritos pode atingir temperaturas de até 1.000° C e aniquilar indiscriminadamente qualquer coisa em seu caminho.

Quando essas correntes infernais de densidade explodiam nos telhados e pelas ruas, elas fritavam qualquer pessoa atingida. A pele era instantaneamente cozida e as vítimas morriam de choque térmico extremo, congelando-as em uma pose pugilística, enquanto seus músculos subitamente se contraíam. Os (nada) sortudos que conseguiam atravessar o estágio de aniquilação térmica provavelmente sufocavam sob o gás vulcânico tóxico e as cinzas. Bizarro!

4 – O acidente do sino de mergulho

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O Byford Dolphin, uma plataforma de perfuração semi-submersível de propriedade da BP no Mar do Norte, estava fazendo seu trabalho habitual em 5 de novembro de 1983. Vários mergulhadores estavam trabalhando no campo de gás Frigg com a ajuda de um sino de mergulho, uma câmara rígida projetada para levar os mergulhadores a profundidades perigosas.

Como esses sinos de mergulho são colocados sob enorme pressão externa à medida que mergulham cada vez mais profundamente, o ar dentro desses sinos é altamente comprimido e as pressões internas podem ser incrivelmente altas.

Um procedimento rigorosamente seguro, envolvendo dois mergulhadores fora do sino, garantiu que o sino de mergulho pudesse se prender a uma série de câmaras de baixa pressão e troncos e permitir que os ocupantes desembarcassem sem se expor a uma queda súbita de pressão.

Naquele dia, o sino de mergulho estava sendo guinchado de volta a uma profundidade rasa, e o procedimento ocorreu normalmente, pelo menos a princípio. Os mergulhadores haviam deixado o sino e estavam em uma passagem fechada, semelhante a um tronco, entre eles e a câmara de descompressão. Outros dois mergulhadores já estavam em um compartimento diferente da dita câmara.

De acordo com o History Channel, eles estavam prestes a fechar a porta entre a passagem do tronco e a câmara quando algo desagradável aconteceu: provavelmente por falhas no equipamento, a braçadeira do sino de mergulho de repente se abriu, fazendo com que o sino – que era nove vezes mais pressurizado do que as câmaras – se descomprimisse explosivamente. Os quatro mergulhadores e um dos participantes do lado de fora do sino morreram instantaneamente.

Minuciosamente detalhado por um estudo de 1988 sobre o incidente, três dos mergulhadores morreram instantaneamente quando a queda na pressão fez com que o ar e os fluidos dentro deles se expandissem rapidamente e rompessem suas entranhas.

O mergulhador mais próximo da porta foi atingido por uma pequena abertura de 60 centímetros entre a porta do caminhão e a câmara quando o evento ocorreu, fazendo com que ele fosse “completamente desintegrado”, com “partes dele encontradas espalhadas pela sonda”. Terrível!

3 – O relâmpago interno

© Pixabay

As chances de morrer por causa de um raio, quanto mais de ser atingido por um, são muito pequenas. Estando dentro de um local, então, nem se fala (quase impossível). Como publicado pela revista Popular Science, um caso explica como um homem morreu dessa forma.

Trabalhando ao lado de um pilar metálico e entre dois cavaletes metálicos, uma tempestade decidiu claramente que seu tempo na terra estava acabando: o raio atravessou o pilar, passou através de seu pé, atravessou seu coração e saiu através de seu polegar direito.

Setenta por cento de seu corpo sofreu de queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus e o estudo observa que “o cadáver revelou uma rigidez incomum, que não poderia ser superada pela força manual, portanto inexplicável pelo rigor mortis sozinho”.

2 – Dissolver em uma piscina geotérmica

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O Parque Nacional de Yellowstone pode estar no topo do supervulcão mais famoso do mundo, mas isso não é tudo. Sim, este vulcão pode estar dormente no momento, mas seu sistema geotérmico de gêiseres e fontes termais continuam bem acordados.

Essas piscinas geotérmicas são bastante alcalinas ou incrivelmente ácidas, e estão sempre quentes, com temperaturas ferventes ao nível de borbulhar. Cair lá dentro obviamente não é recomendado, mas de vez em quando acontece, na maioria das vezes devido a imprudência das pessoas.

Um homem recentemente caiu em uma piscina dentro da Norris Geyser Basin, e suas águas superaquecidas e extremamente ácidas garantiram que ele experimentasse um tipo de morte bastante único. Inicialmente, é provável que ele tenha sofrido queimaduras de terceiro grau, o que resulta na danificação, escurecimento e ruptura das três camadas da pele. Sua gordura subcutânea simplesmente evaporou.

Estranhamente, isso teria causado pouca dor, já que suas terminações nervosas também se queimaram, deixando-o incapaz de sentir muita coisa. Ele teria rapidamente sucumbido ao choque térmico extremo e potencialmente sangrado, embora não se saiba exatamente o que o matou primeiro. [Essas são as 12 dores mais fortes que uma pessoa pode sentir]

1 – Morte por Boomslang

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A boomslang é uma cobra venenosa e, embora não sejam particularmente agressivas, se elas se sentirem ameaçadas, podem avançar em você. Se suas presas traseiras conseguirem penetrar sua pele, você será envenenado.

Graças a timidez dessa ‘cobrinha’ e a prevalência de anti-veneno para salvar sua pele, você teria que ser bastante azarado para morrer por meio de uma boomslang. Infelizmente, esse foi exatamente o destino do herpetólogo Karl P. Schmidt, que foi examinar um espécime em setembro de 1957, no Museu de História Natural de Chicago.

A cobra mordeu seu polegar esquerdo durante seu exame. Ele documentou o efeito do veneno – e morreu prontamente no dia seguinte.

A julgar pelo seu diário, também não foi uma morte agradável: começando com uma forte náusea, ele então teve calafrios seguido por tremores fortes e sua temperatura corporal rapidamente aumentou. Ele começou a sangrar pela boca e urinou um pouco de sangue durante a noite, antes de vomitar seu jantar violentamente. [8 coisas bizarras que acontecem com o nosso corpo após a morte]

Ele continuou a sangrar por vários orifícios, incluindo o nariz e os olhos, por algum tempo antes de finalmente perder sua capacidade de reagir a estímulos externos. Ele morreu de paralisia respiratória naquela tarde, quando seu coração e cérebro começaram a sangrar.

O veneno de boomslang faz com que o corpo produza uma infinidade de coágulos sanguíneos minúsculos, tornando-o incapaz de coagular no futuro imediato. Em última análise, isso faz com que sua presa sangre até a morte.

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