Déjà vu: você teve a sensação de estar frente a uma situação já vivida?

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O déjà-vu é um fenômeno que, embora bastante popular, ainda não é completamente explicado e muito bem definido pela própria ciência. Caso você não tenha familiaridade com este nome, o déjà-vu é aquela sensação de que você está vivendo algo pela segunda vez, mesmo que não consiga se lembrar de quando foi que vivenciou aquilo em outra ocasião. É como ouvir uma música, assistir a um filme ou passar por qualquer tipo de experiência e ter a ideia de que não se trata de algo inédito, mas algo que você já fez antes.

Como tudo aquilo que não é perfeitamente explicado cientificamente, o déjà-vu já foi alvo de várias tentativas de explicação com base em espiritualidade, fé e crenças em geral. Mas o que será que a ciência já pode nos falar sobre estes fenômenos?

Déjà vu
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Uma das pesquisas mais recentes acerca deste tema foi realizada em 2016, na Universidade de St. Andrews, nos EUA. Nela, os pesquisadores concluíram que o déjà-vu, ao contrário do que era imaginado anteriormente, não envolve áreas do cérebro relacionadas à memória, como o hipocampo, e sim áreas frontais, relacionadas com nosso sistema de tomada de decisões.

Para chegar a esses resultados, os autores precisaram encontrar uma forma de provocar em laboratório a sensação de déjà-vu, o que como você pode imaginar, não é nada fácil. A solução encontrada, no entanto, foi bastante efetiva.

Para provocar tais efeitos nos participantes, lhes foi apresentada uma lista de palavras aparentemente sem relação, como cama, travesseiro, noite, sonhos, Lua, etc. Não lhes era dito, porém, a “palavra-chave” que unia todos esses termos: sono.

Posteriormente, os participantes eram convidados a preencher um questionário onde respondiam sobre quais palavras eles haviam visto na fase anterior. Foi então percebido que muitos participantes eram levados a marcar a opção “sono”, ainda que não tenham de fato visto tal palavra entre aquelas que foram apresentadas. Além disso, de acordo com os pesquisadores, alguns voluntários relataram perceber a sensação de déjà-vu ao se deparar com a palavra “sono” no questionário.

De acordo com Akira O’Connor, um dos autores da pesquisa, isso leva a crer que o fenômeno na verdade é uma espécie de “teste” realizado pelo cérebro para checar se o “armazenamento” das nossas memórias está ok. “(A pesquisa) sugere que pode haver algum tipo de solução de conflito acontecendo no cérebro durante o déjà-vu”, explicou Stefan Köhler, da Universidade de Western Ontario, no Canadá, de acordo com uma publicação do ‘NewScientist‘.

Em outras palavras, o fenômeno seria apenas o resultado de um processo de checagem do seu cérebro, que estaria testando se nada está errado com a sua capacidade de armazenar memórias.

Fora da pesquisa realizada por Akira O’Connor, outras hipóteses afirmam que o déjà-vu poderia ser causado por algum tipo de “erro” na hora de armazenar uma nova memória. A sensação seria resultante de uma informação nova que, por algum motivo, teria tomado um “atalho” para a memória de longo prazo, dando a ideia de que esta nova experiência nos pareça antiga e/ou repetida. Evidentemente, novas pesquisas e estudos sobre este fenômeno são extremamente bem-vindas, para que possamos conhecer ainda mais sobre a razão por trás dele.

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