Holanda acabará com a criação de pugs – sua fisionomia causa problemas respiratórios e cardíacos

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O governo holandês anunciou que cumprirá com as leis que regulam e proíbem a reprodução e criação de raças de cães com a síndrome braquicefálica, uma condição patológica que afeta cães e gatos de focinho curto, o que pode levar a problemas respiratórios e cardíacos graves.

De acordo com o país europeu, estes cães têm características muito exageradas e um focinho pequeno que significa uma vida de sofrimento para os animais. Devido a esse problema e para dar peso ao seu anúncio, o governo imediatamente proibiu a reprodução de cachorros de um clube de raças que fazia da vida desses filhotes um negócio bastante lucrativo.

pugs
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A Animal’s Health relatou que por enquanto serão feitas advertências e fechados os centros de criação de animais, mas, em seguida, estas atividades serão punidas com multas e até prisão.

A fim de manter um padrão, o governo holandês criou um sistema de “semáforo” no qual avaliará e classificará os animais de acordo com as suas características em três cores: vermelho, laranja e verde, sendo vermelho inaceitável para a criação de animais contínua e que precisarão de mais atenção e cuidados.

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Dentro da categoria vermelha, encontram-se mais de 20 raças como o Bulldog Francês, Inglês, Pug, B. Já na categoria laranja estão os cães cujos focinhos possuem um terço da metade de seu crânio e devem “ser testados” para ver se são encontrados outros critérios estabelecidos para a reprodução.

Logicamente, cães da categoria verde podem ser criados sem qualquer restrição, porque seus focinhos possuem, pelo menos, metade do crânio.

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A criação de animais em geral de fato acaba sendo algo negativo, devido aos milhares de de cães e gatos desabrigados que precisam da proteção de uma família.

É tempo de abraçar, amar e não de selecionar “raças”, porque essas limitações só geram problemas genéticos e cães sofrem quando são usados para reprodução. Uma situação que não é justa para qualquer ser vivo que habita na terra, não é mesmo?

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1 comentário
  1. Adestrador Vitor Garcia Diz

    Amigo, a criação responsável de cães de raça por si só não tem nada a ver com a quantidade de cães abandonados e em abrigo. É só visitar os abrigos e observar a proporção de vira-latas ou SRDs para cães de raça. Sou a favor da medida holandesa, apesar da existência de outros critérios além da braquiocefalia. Quanto a não ser tempo de selecionar raças, muitas destas raças são “fósseis vivos”, por assim dizer, da história natural da humanidade. Cães que ajudaram os humanos em diversas funções, como caça, guarda, resgate, pastoreio, tração, etc, por muitos séculos. Enquanto algumas funções não tem tanto uso hoje, ainda se usa muito esses animais em benefício do ser humano, como na polícia e bombeiros, na maioria das vezes de forma respeitosa pois estes cães provaram e ainda provam seu valor como em Brumadinho. Também é preciso chamar a atenção de que cada raça possui suas particularidades e personalidades próprias, o que faz com que sejam mais ou menos compatíveis com certos tipos de dono. Queria deixar explicado que a seleção responsável não tem a ver com abandono e se você tiver curiosidade e procurar pela seleção funcional ou de trabalho de algumas raças busca indivíduos saudáveis e funcionais dentro da raça. Enfim, me desculpa o terão, abraços!

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