Conheça a história da mulher que aceitou ser ridicularizada para não deixar os filhos passarem fome

O amor de uma mãe e o desejo de dar a melhor vida possível para seus filhos é algo que você não pode subestimar. Mary Ann Webster, mulher nascida na Inglaterra em 1874, é um dos melhores exemplos da falta de limites para a paixão de uma mãe por seus filhos.

Jovem, atraente, e cheia de sonhos, entre eles a vontade de ter uma família grande e amorosa, Mary casou-se aos 29, com Thomas Bevan, tendo com ele quatro filhos. Sua vida, no entanto, acabou mudando de rumo quando entre os 30 e 40 anos ela começou a sentir muitas dores pelo corpo, principalmente nos músculos e na cabeça. Como a maioria das mulheres da sua época, que passavam grande parte do tempo lutando para criar seus filhos, ela não tinha muito tempo para cuidar da sua própria saúde, e por isso não procurou ajuda médica.

Pouco tempo depois, no entanto, as coisas pioraram definitivamente. Mary sofria com uma doença chamada acromegalia – uma síndrome que provoca o aumento na secreção do chamado hormônio do crescimento, o que fez com que seu corpo (principalmente o rosto) crescesse de forma anormal, distorcendo sua aparência e fazendo com que ela passasse a se parecer com um homem.

AhmedI_Elsayed / Twitter

Mary teve durante muito tempo um marido companheiro, que lhe dava todo o apoio necessário para lidar com a sua condição (que hoje em dia é tratável, mas não era na época). Infelizmente, após 11 anos de casamento, Thomas acabou falecendo, deixando Mary com praticamente nenhum dinheiro e quatro filhos ainda por criar. Foi então que ela percebeu que precisava fazer algo. A inglesa se deparou com um anúncio que promovia um concurso intitulado “A Mulher Mais Feia do Mundo”, e decidiu se inscrever, já que a premiação incluía uma grande quantia em dinheiro.

Depois de vencer o concurso, Mary chamou a atenção de toda a comunidade ao seu redor, e várias publicações e jornais da época lhe tratavam de forma pejorativa, ridicularizando sua aparência e fazendo piadas sobre ela, desconhecendo ou ignorando o fato de que ela sofria, na verdade, com uma doença.

Wikimedia

Ironicamente, o desprezo popular sobre Mary foi justamente o que lhe rendeu o dinheiro que precisava para criar seus filhos. Junto com outras pessoas com características “diferentes” e ridicularizadas na época (anões, gigantes, mulheres com pelos em excesso e gêmeos siameses), ela passou a se apresentar em “shows” nos Estados Unidos, onde ela vestia roupas que destacavam sua aparência e provoca risos na plateia. Em outras palavras, ela se sujeitava às críticas, deboches e piadas de mau gosto com sua própria pessoa em troca do sustento de sua família.

Mary ganhou uma quantia considerável de dinheiro durante a sua carreira, suficiente para que voltasse à Europa em determinada ocasião, quando inclusive se apresentou para o público de Paris.

Sua doença, no entanto, como fazia com a maioria dos pacientes da época, tirou a sua vida aos seus 59 anos de idade, em 1933. Mary entrou para a história com o jocoso título de “A Mulher Mais Feia do Mundo”, mas conhecendo a sua história, fica claro que a sua força de vontade e sua paixão pelos filhos era muito mais relevante que qualquer aspecto da sua aparência física.

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2 Comentários
  1. Wagner Diz

    Jamais foi a mulher mas feia do mundo, muito pelo contrario foi a mulher mas bela do mundo.

  2. Wagner Diz

    História nlde vida , a beleza não e tudo isso é amor mãe de verdade.

    Como disse meu amigo aí em cima no comentário foi um mulher mais bela do mundo. Com determinação.

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