12 sinais de que você possa ter transtorno de ansiedade

Você já parou para analisar como andam suas emoções? Você anda muito estressado ou preocupado? O que te aflige, exatamente?

Bem, certamente muitas pessoas não sabem responder a essas perguntas. Aliás, é muito difícil conseguir distinguir a ansiedade em seu nível saudável de um transtorno, pois a diferença é bem sutil. Mas, até onde a ansiedade é normal?

É válido considerar que todo mundo fica nervoso ou ansioso de vez em quando ao falar em público, por exemplo, ou ainda ao passar por dificuldades financeiras ou emocionais, etc. Porém, quando essa sensação começa a ficar frequente demais, fazendo parte do dia a dia de alguém, é bom ficar alerta: ataques de pânico, fobia e ansiedade social, a título de exemplo, são alguns dos sintomas que precisam de uma atenção especial e uma visita ao médico.

Veja a seguir 12 sinais de que você possa ter transtorno de ansiedade:

12 – Preocupação excessiva

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O sinal do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é se preocupar demais com as coisas do dia a dia, sejam elas complexas ou não. Mas o que constitui o “demais”?

No caso do TAG, trata-se de ter pensamentos ansiosos persistentes na maioria dos dias da semana, por aproximadamente seis meses. Além disso, a ansiedade é tão intensa que interfere na vida diária e é acompanhada por sintomas perceptíveis, como um cansaço infindável.

“A distinção entre um transtorno de ansiedade e apenas ter ansiedade normal é se suas emoções estão causando muito sofrimento e disfunção”, afirma Sally Winston, PsyD, co-diretora do Instituto de Transtornos de Estresse e Ansiedade de Maryland.

11 – Problemas para dormir

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Problemas para dormir ou para permanecer acordado é algo que abrange uma ampla gama de condições de saúde, seja fisicamente falando ou psicologicamente falando. E isso não se dá temporariamente, como por exemplo, caso você tenha um evento importante no dia seguinte – as pessoas com ansiedade crônica possuem problemas frequentes para dormir.

É como se a mente ficasse acelerada o tempo todo. Você, se identifica com esse sintoma?

10 – Medos irracionais

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Todos nós temos medos, porém o transtorno de ansiedade não relaciona o medo ou fobia com uma situação específica como o medo de algum animal, medo de altura, etc.

Um medo esmagador e desproporcional toma conta da pessoa em situações diversas do dia a dia e, embora fobias possam ser incapacitantes, elas não são óbvias em todos os momentos. Na verdade, eles podem não aparecer até que você enfrente uma situação específica e descubra que é incapaz de superar esse medo.

 “Uma pessoa que tem medo de cobras pode passar anos sem ter problemas”, diz Winston. “Mas, de repente, o filho dessa pessoa quer ir acampar e ela percebe que precisa de um tratamento”.

9 – Tensão muscular

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A tensão muscular quase constante – consistindo em apertar a mandíbula e contrair os músculos por todo o corpo – geralmente acompanha distúrbios de ansiedade. Esse sintoma pode ser tão persistente e intenso que as pessoas acometidas acabam se acostumando com isso, levando um longo tempo e desconforto até perceberem.

8 – Indigestão crônica

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A ansiedade muitas vezes se manifesta no corpo através de sintomas físicos, como problemas digestivos crônicos, caracterizados por dores de estômago, cólicas, inchaço, gases, constipação e/ou diarreia, “é basicamente uma ansiedade no trato digestivo”, diz Winston.

Esse problema nem sempre está relacionado à ansiedade, mas os dois geralmente ocorrem juntos e podem piorar um ao outro. O intestino é muito sensível ao estresse psicológico e vice-versa, sendo também o desconforto físico e social dos problemas digestivos crônicos capazes de fazer com que a pessoa se sinta mais ansiosa.

7 – Medo de estar no centro das atenções

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Se você perceber que gasta muito tempo pensando e se preocupando com o que vão pensar de você, se você vai dizer/fazer algo errado, etc., você pode ter uma forma de transtorno de ansiedade social (também conhecida como fobia social).

Pessoas com ansiedade social tendem a se preocupar por dias ou semanas que antecedem um evento ou situação em particular e tendem a se sentir profundamente desconfortáveis neles.

Algum tempo ​​depois – e um longo tempo –  elas continuam com o looping de pensamentos preocupantes imaginando se e como foram julgados, o que pensaram dele/dela, etc.

6 – Falta de autoconsciência

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Precisamos nos lembrar de que o transtorno de ansiedade social nem sempre envolve falar para uma multidão ou ser o centro das atenções. Na maioria dos casos, a ansiedade é provocada por situações cotidianas, como ter uma conversa cara a cara em uma festa, ou comer e beber na frente de um pequeno número de pessoas, enfim…

Nessas situações, as pessoas com transtorno de ansiedade social tendem a sentir que todos os olhos estão nelas, mesmo que não estejam, e muitas vezes experimentam rubor, tremores, náuseas, sudorese profusa ou dificuldade para falar. Esses sintomas podem ser tão perturbadores que dificultam o conhecimento de novas pessoas e até mesmo o progresso na vida e no trabalho.

5 – Pânico e sintomas assustadores

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Ataques de pânico podem ser aterrorizantes, já que acompanham sintomas físicos assustadores como problemas respiratórios, batimentos cardíacos acelerados ou arrítmicos, formigamento, dor, fraqueza ou tontura, dor no peito, dor de estômago e sensações de calor ou frio.

Nem todo mundo que tem um ataque de pânico sofre com transtorno de ansiedade, mas as pessoas que tem essas experiências repetidamente podem ser diagnosticadas com síndrome do pânico. As pessoas com transtorno do pânico vivem com medo de quando, onde e por que o próximo ataque pode acontecer, e tendem a evitar lugares onde esses ataques ocorreram no passado.

4 – Flashbacks

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Reviver um evento perturbador ou traumático, como um abuso, a morte súbita de um ente querido, entre outros, é uma marca registrada do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), que compartilha algumas características com transtornos de ansiedade.

Esses flashbacks podem ocorrer com outros tipos de ansiedade também: algumas pesquisas, incluindo uma de 2006 publicada no Journal of Anxiety Disorders , sugerem que algumas pessoas com ansiedade social têm flashbacks de experiências semelhantes ao TEPT que podem não parecer obviamente traumáticas, mas algo como ser ridicularizado publicamente. O pior é que  tudo se faz para evitar os flashbacks, porém nada adianta.

3 – Perfeccionismo

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A mentalidade “mimada e obsessiva”, nas palavras de Wiston, conhecida como perfeccionismo “anda de mãos dadas com os distúrbios de ansiedade”.

“Se você está constantemente julgando a si mesmo ou tem muita ansiedade antecipada sobre cometer erros ou ficar aquém de seus padrões, então provavelmente tem um distúrbio de ansiedade”.

O perfeccionismo é especialmente comum no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), que, como o TEPT, é visto há muito tempo como um transtorno de ansiedade. “O TOC pode acontecer de forma sutil, como no caso de alguém que não consegue sair de casa por três horas, porque a maquiagem precisa ser absolutamente correta e eles precisam começar de novo e assim sucessivamente”, diz Winston.

2 – Comportamentos compulsivos

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Para ser diagnosticado com transtorno obsessivo-compulsivo, a obsessão de uma pessoa e os pensamentos intrusivos devem ser acompanhados por um comportamento compulsivo, seja mental (dizendo a si mesmo que vai ficar tudo bem repetidamente) ou físico (lavar as mãos, endireitar itens, etc).

O pensamento obsessivo e o comportamento compulsivo tornam-se uma desordem total quando a necessidade de completar os comportamentos – também conhecidos como “rituais” – começa a impulsionar a vida da pessoa, de acordo com Winston.

“Se você gosta do seu rádio no nível de volume 3, por exemplo, e ele quebra e fica preso no volume 4, você ficaria em pânico total até conseguir consertá-lo?”

1 – Insegurança

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Uma autodúvida constante é uma característica comum de transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada e transtorno obsessivo-compulsivo. Em alguns casos, a dúvida pode girar em torno de uma questão que é central para a identidade de uma pessoa, como “E se eu for gay?” ou “Eu amo meu marido tanto quanto ele me ama?”

No TOC, Winston diz que esses “ataques duvidosos” são especialmente comuns quando uma pergunta é irrespondível. Pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo “pensam que se tivessem 100% de certeza se são gays ou héteros, qualquer um estaria bem, mas eles têm essa intolerância à incerteza que transforma a questão em uma obsessão”, diz ela.

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